Italiana tinha quatro anos e não recebeu a imunização adequada porque seus pais acreditaram em informações falsas
Foto: Divulgação
Os pais de uma criança, que morreu de difteria aos quatro anos de idade, estão sendo investigados por homicídio culposo por omissão por terem se recusado a vacinar a criança.
O caso aconteceu em Palermo, na Itália, e levou o Ministério Público a abrir uma investigação contra os pais, já que foi deles a decisão de não vacinar a filha nem seus três irmãos, influenciados por informações falsas que relacionavam imunização ao autismo.
Depois da morte da menina, os irmãos foram vacinados pelas autoridades de saúde.
O que é difteria?
A difteria é uma infecção grave que pode ser fatal, especialmente em crianças, se não houver tratamento imediato. Os sintomas clássicos incluem uma membrana espessa de cor cinza-esbranquiçada no fundo da garganta, nariz e língua, febre e dores de garganta.
Graças às campanhas de vacinação, a doença havia sido praticamente erradicada da Itália, mas voltou a preocupar após um aumento súbito de notificações.
O último caso de difteria em território italiano havia sido registrado em 1996 e a última morte em 1991.
No início do século XX, a doença provocava cerca de 30 mil casos anuais e mais de 1.500 mortes infantis, números que despencaram após a introdução da vacina.
O Ministério da Saúde reiterou que não existe qualquer evidência científica que relacione vacinas ao autismo e reforçou a necessidade de manter a imunização em dia.
Na Itália, a vacina é obrigatória para todas as crianças desde 1939. Mais recentemente, essa obrigatoriedade foi reforçada pela chamada Lei Lorenzin, de 2017, que incluiu a vacina contra difteria entre as dez que são exigidas para que crianças e adolescentes frequentem a escola.
Como funciona a imunização contra difteria no Brasil?
No Brasil, a proteção contra a doença é oferecida pela vacina pentavalente, disponível gratuitamente pelo SUS, que também imuniza contra tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b.
O caso italiano serve como alerta para os riscos da desinformação e da recusa vacinal, lembrando que a negligência pode ter consequências fatais.
