Avanço científico resolve caso antigo e traz resposta após décadas de incerteza familiar
Foto: Reprodução Utah County Sheriff’s Office
Um novo exame de DNA confirmou a responsabilidade do serial killer Ted Bundy pela morte de uma adolescente ocorrida em 1974 no estado de Utah, nos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelas autoridades locais, que classificaram a identificação como definitiva e suficiente para encerrar o caso, considerado um dos mais antigos ainda em aberto na região.
A vítima, Laura Ann Aime, tinha 17 anos e desapareceu na noite do dia 31 de outubro daquele ano, após deixar uma festa para ir a uma loja de conveniência. Cerca de um mês depois, seu corpo foi encontrado por estudantes que faziam uma trilha em uma área próxima a uma rodovia.
De acordo com a investigação, a jovem foi mantida em cativeiro por vários dias antes de ser morta. O corpo foi localizado sem roupas, com sinais de espancamento e amarrado. Uma meia de nylon foi utilizada para estrangulamento, segundo os investigadores.
Desde a época do crime, Ted Bundy já era considerado suspeito. O próprio assassino chegou a admitir envolvimento antes de sua execução, em 1989, mas nunca forneceu detalhes que permitissem confirmar oficialmente a autoria. Sem provas conclusivas, o caso permaneceu aberto por mais de cinco décadas.
A reviravolta ocorreu após a reanálise de evidências preservadas desde os anos 1970. Técnicos forenses selecionaram materiais com maior potencial genético e utilizaram tecnologias mais recentes, capazes de extrair DNA mesmo de amostras degradadas ou contaminadas.
A tecnologia, incorporada ao laboratório criminal do estado em 2023, permitiu isolar um perfil genético masculino a partir das evidências. Esse material foi inserido em um banco de dados nacional, onde houve correspondência direta com o DNA de Bundy.
Segundo autoridades, o resultado encerra formalmente a investigação. Para a família da vítima, a confirmação representa um passo importante após décadas de incerteza, embora não elimine a dor da perda.
A irmã de Laura, Michelle Impala, afirmou que tinha apenas 12 anos quando o crime ocorreu e que as duas eram muito próximas. Ela relembrou momentos da infância e disse que a família conviveu por anos com a ausência de respostas concretas sobre o que havia acontecido.
Ted Bundy é considerado um dos piores criminosos da história dos Estados Unidos, com pelo menos 30 assassinatos atribuídos a ele, embora autoridades acreditem que o número real possa ser maior. Os crimes ocorreram em diversos estados ao longo da década de 1970, muitas vezes envolvendo jovens estudantes. Ele foi executado na cadeira elétrica em 24 de janeiro de 1989, aos 42 anos, na Prisão Estadual da Flórida.
As autoridades afirmam que o perfil genético identificado poderá ser utilizado em outras investigações ainda em aberto. Com isso, há a expectativa de que novos casos possivelmente ligados a Bundy também possam ser esclarecidos no futuro, trazendo respostas a outras famílias.
