Conhecido como ‘Menino Lobo de Serra Morena’, foi resgatado aos 19 anos, mas nunca se acostumou a viver entre humanos

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Marcos Rodríguez Pantoja, conhecido como o “Menino Lobo de Serra Morena”, faleceu aos 80 anos na Galícia, Espanha.

Sua história extraordinária começou na infância, quando, após a morte da mãe e em meio à pobreza extrema da Espanha pós-guerra, foi vendido pelo pai a um pastor de cabras.

O pastor ensinou a ele técnicas de sobrevivência, como caçar, usar peles de animais e viver em cavernas, mas desapareceu inexplicavelmente.

Foi quando Marcos ficou sozinho e acabou sendo acolhido por uma alcateia de lobos, com quem conviveu durante doze anos.

Ele alimentava os filhotes, imitava sons de animais e dizia que conseguia se comunicar com raposas, cervos e até cobras.

Em 1965, aos 19 anos, foi encontrado pela Guarda Civil e levado de volta à sociedade.

Pantoja viveu com padres e freiras, serviu no exército e trabalhou em hotéis em Mallorca, e a sua história de vida chamou a atenção do antropólogo Gabriel Janer Manila, que publicou um livro sobre ele.

Apesar de se reintegrar à sociedade, Marcos sempre afirmou que seus anos mais felizes foram aqueles passados com os lobos e que nunca se sentiu totalmente confortável entre humanos.

Nos últimos anos, estabeleceu-se na aldeia de Rante, na Galícia, onde recebeu apoio da comunidade e dedicou-se a contar sua história como forma de promover a proteção da natureza.