Funcionários carregam cronômetros e dão um minuto para cada pessoa registrar a paisagem

Foto: Canva

A Zona Cênica de Huangling, no condado de Wuyuan, na China, passou a limitar o tempo que cada visitante pode demorar para tirar fotos nas atrações mais disputadas. A medida, implementada em agosto, dividiu opiniões nas redes sociais.

O local é conhecido pelas montanhas, casas históricas e atividades agrícolas tradicionais, e ficou famoso como um “ponto de celebridades online”, devido à quantidade de pessoas que visitavam apenas para conseguir uma boa foto.

O sucesso do ponto turístico trouxe filas quilométricas e até conflitos entre os visitantes. Por isso, agora os funcionários utilizam cronômetros e dão um minuto para cada pessoa registrar o momento.

Segundo a organização do local, se houver poucos turistas, eles não aplicam o limite, mas durante a alta temporada é necessário evitar a confusão entre os visitantes. Quando o tempo acaba, os funcionários pedem, com educação, que o visitante dê lugar ao próximo.

Huangling não é o único lugar a adotar a estratégia. O Parque Longzhuashan, em Shandong, já havia estabelecido um limite de 30 segundos para registrar o Olho da Montanha Negra. O objetivo é que todos os turistas possam ter a chance de fotografar a paisagem.

Nas redes sociais, muitos visitantes elogiaram a novidade e chegaram a dizer que a regra deveria existir em todos os pontos turísticos do país. No entanto, outros acreditam que é uma medida exagerada e pouco prática para idosos e pessoas com deficiência, que podem precisar de mais tempo.

Em 2024, uma mulher chegou a viralizar na internet após ocupar por meia hora um dos pontos mais disputados da Ilha Gulangyu, em Fujian, gerando revolta entre outros turistas que aguardavam na fila. Situações como essa acontecem em pontos turísticos do mundo inteiro, dificultando a experiência individual dos visitantes.